A INDEX tem o enorme prazer de anunciar a publicação do n.º 27 da coleção "Clássicos de Literatura Gay", uma reedição moderna, revista e anotada de Florêncio, de Ladislau Batalha, publicado pela primeira vez na década de 1930.
Florêncio Penedo era, desde pequeno, muito beijoqueiro, preferia brincar com bonecas e passava horas sem fim a vestir e despir roupa de mulher. O padrasto achava que o rapaz lhes estava a sair “muito maricas”. Já crescido, na flor da idade, não queria trabalhar e passava o tempo nos cafés com amigos, rapazes muito imberbes e bem vestidos. Antes de sair, frisava o cabelo, punha pó-de-arroz e perfumava-se muito. Sem lhe conhecer namorada, o padrasto dizia que estava “o mesmo maricas que dantes”.
Adélia Faria era a mais nova, e talvez a mais formosa, das três filhas de D. Apolinária, viúva abastada de um militar de alta patente. Ainda solteira, mas já em idade casadoira, a sua educação rígida e formal fazia com que fosse inibida e acanhada na presença de pretendentes. Quando Florêncio, um dia, cumprimenta Adélia com um aperto de mão mais pronunciado do que o socialmente esperado, desperta-lhe desejos que a donzela nunca sentira antes, e ela apaixona-se loucamente por ele.
Apesar de avisada pelos cunhados, de que Florêncio se passeava com “modos efeminados, saracoteando um pouco os quadris com muita afetação para melhor dar nas vistas” e de que “assesta o monóculo, não para admirar as qualidades plásticas de uma mulher, mas a elegância de algum efebo vestido à última moda”, Adélia aceita o pedido de casamento de Florêncio, pressionado pelos pais, desejosos de garantir desafogo financeiro para a velhice.
Mas os sonhos da inocente Adélia, com beijos ardentes e abraços apertados, com as venturas de um matrimónio com filhos, depressa são desfeitos...
Florêncio Penedo era, desde pequeno, muito beijoqueiro, preferia brincar com bonecas e passava horas sem fim a vestir e despir roupa de mulher. O padrasto achava que o rapaz lhes estava a sair “muito maricas”. Já crescido, na flor da idade, não queria trabalhar e passava o tempo nos cafés com amigos, rapazes muito imberbes e bem vestidos. Antes de sair, frisava o cabelo, punha pó-de-arroz e perfumava-se muito. Sem lhe conhecer namorada, o padrasto dizia que estava “o mesmo maricas que dantes”.
Adélia Faria era a mais nova, e talvez a mais formosa, das três filhas de D. Apolinária, viúva abastada de um militar de alta patente. Ainda solteira, mas já em idade casadoira, a sua educação rígida e formal fazia com que fosse inibida e acanhada na presença de pretendentes. Quando Florêncio, um dia, cumprimenta Adélia com um aperto de mão mais pronunciado do que o socialmente esperado, desperta-lhe desejos que a donzela nunca sentira antes, e ela apaixona-se loucamente por ele.
Apesar de avisada pelos cunhados, de que Florêncio se passeava com “modos efeminados, saracoteando um pouco os quadris com muita afetação para melhor dar nas vistas” e de que “assesta o monóculo, não para admirar as qualidades plásticas de uma mulher, mas a elegância de algum efebo vestido à última moda”, Adélia aceita o pedido de casamento de Florêncio, pressionado pelos pais, desejosos de garantir desafogo financeiro para a velhice.
Mas os sonhos da inocente Adélia, com beijos ardentes e abraços apertados, com as venturas de um matrimónio com filhos, depressa são desfeitos...
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